Retalhos de memórias alinhavados entre lãs, linhas, notas, telas e lembranças.

Inajá Martins de Almeida

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"Manter um diário ou escrever, as próprias memórias deveria ser obrigação “imposta pelo estado”: o material acumulado após três ou quatro gerações teria valor inestimável. Resolveria muitos problemas psicológicos e históricos que afligem a humanidade. Não existe memória, embora escritas por personagens insignificantes, que não apresentem valores sociais e pitorescos de primeira ordem”.

(Tomasi di Lampedusa - Os Contos)

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terça-feira, 20 de setembro de 2016

MEMÓRIAS VIVAS




Colchas de croche
Coloridas
como a colorir
minhas vivas memórias
que vivem
revivem 
em mim







Não as deixo morrer
minhas memórias...
De mim se afastar
jamais
mais e mais
as quero - já!





Coloridas...
tornam minha vida
essas memórias
que bailam
rodopiam
piam... piam...!











Companhia me fazem
vivas memórias
a transformar em histórias
memórias tais
foto do álbum
passado, lembrança presente.


Não fora os papéis
o negro da tinta
que o papel pinta
não haveria registro 
que inspira
persiste
em permanecer
viver
reviver... 





Presente dos ausentes
que se faz presente
nesta viva memória
a transfornar
em memórias vivas
agora
nesta hora
ora! ora!

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Inajá Martins de Almeida - 15/09/2016  

domingo, 11 de setembro de 2016

IDEIAS PARA CROCHETAR


Algumas ideias para almofadas, colchas, blusas, ou o que a criação almejar.











Os trabalhos encontrados no facebook tem sido motivadores para trabalhos.




terça-feira, 6 de janeiro de 2015

MOMENTOS...

por Inajá Martins de Almeida



2015
Outro ano se inicia.
Novos sonhos.
Novas perspectivas.

Momentos...
Retalhos solitários
engavetados
aguardam!




O tempo? Quem poderá sabê-lo?

Quem poderá unir seus pontos?
Tecer encontros?
Dar sentido aos fios?

Eis que possível fora!

O entalhe na madeira
Retorna aos sonhos o artesão!

A almofada pede aconchego.












A cúpula guarnece-se de retalhos amealhados.

O tempo passado insiste em adentrar o presente
e a presenteia.

Presente de encontros.
Sentidos nos fios, sentido. 

Quadros ornamentam paredes brancas
e as tecem.
Enebriantes brancas paredes.




Mãos que pintam. Retratam momentos
a se perpetuarem em molduras
que se emolduram em lembranças.

 Nas telas,
a cada pincelada,
cores 
tornadas lembranças.




A colcha.
Retalho que se transforma
Recompõe o ambiente
Dá novo sentido ao que era.


Lembranças que passam...
Lembranças que ficam nos fios.
Permanecem lembranças.


Retalhos!
Sempre retalhos.









Cada fio 
a dar sentido aos momentos
aguarda o momento!...


Cada momento
a dar sentido aos fios
 tece...




Fotos : Elvio Antunes de Arruda
Crochê : Inajá Martins de Almeida

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São Carlos - 06/01/2015

sábado, 6 de setembro de 2014

DESFILE DE BONECAS

Para minha princesinha vestidos em crochê enfeitam as bonecas


clique sobre as imagens para visualizá-las maior


Esta fora presente da prima Matilde - veja só o capricho da pose para as fotos 


A prima Matilde abre o armário e dele a lembrança mais terna - bolsas de crochê.
A bolsa vermelha é então presenteado à Rafaela.
Quantas memórias guarda o tempo. Quantas ainda no armário! 

sábado, 3 de maio de 2014

ALMOFADAS ENTRE LEMBRANÇAS














O Ato de Ler entre as linhas

Cores, letras e sonhos se espalham por todos os cantos.

Emaranhados de sonhos entre lãs, linhas e letras.






A colcha, presente de minha amada avó Anna, ornamente o cenário para minhas almofadas. 
A um canto é o bordado colorido de minha mãe que ilumina e dá cor. 
Pedaços de uma vida tecida entre cores, e muito amor.
As linhas pedem passagem e registram o tempo que não quer passar.






xzxzxz

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

CROCHÊ E TRICÔ - VERDADEIRA ARTE



Crochê
Tricô
Desfilam
Perfilam
Afinam...



A R T E 




Mãos que tecem
Mãos que tocam

Lãs
Linhas

Nas artes
lãs
linhas
se mesclam.



Janelas...
Luzes
Olhares enternecidos
Sonhos compartilhados

Respiram
Arte...


As lãs
nas linhas.

Nos retalhos
de sonhos tecidos
as lãs
contam pontos
registram histórias.

Passado
Presente

Eterno presente...

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

VOLTAR ÀS LEMBRANÇAS DO PASSADO PRESENTE... PRESENTE...


Não lhe trago prata nem ouro

Não os tenho ...





Apenas lhe trago lembranças:

Saudosas.

Alegres.

Contemplativas lembranças


A embalar sonhos!



Inajá Martins de Almeida



sexta-feira, 2 de agosto de 2013

UM VIOLÃO ENTRE LÃS, LINHAS E ACORDES - ACORDA

por Inajá Martins de Almeida

Um violão.
A sonoridade paira no ar.
Há melodia no toque suave.

Feixe de luz ilumina o ambiente.
Quarto que embala sonhos de moça.
Mãos que dedilham as cordas
Coração pulsa paixão:

arte da música nos acordes
arte das lãs e linhas nos acordam

Linhas nas cordas
Cordas que interpretam linhas.
Mente e alma sonham sonhos
A corda repica arpejos:
Acorda sonhos de menina mulher.

Dó, ré mi
a me fazer lembrar
o sonoro do sol, lá, como se aqui fora.
Si voltar pudera
Quem dera.
Direito apenas às linhas


Felicidade
Tela em branco ofertada
ao pintor!

O intérprete
entregue à Música!

A arte da vida
diante do  vivente.
Buquê de Letras!
Buquê de Emoções!

Distante os anos
podem contar tempo.
Acordes acordam sonhos
Menina moça. 
Mulher senhora.

As cordas do violão
As teclas do piano
Acordes acordam...
Música... Sempre divina música...


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Distante os anos. A  primeira imagem foi registrada em  fevereiro de 1974. A segunda em dezembro de 2011. Lembrança que o tempo insiste em não apagar.


QUAL O SEU CORAÇÃO?


Se encontro uma palavra,
logo percebo outras tantas.
Assim, me envolvo, divago...
Quero registrá-las no papel!

Se o frio bate em meu rosto,
logo percebo o calor interior,
a queimar o peito e aquecer a mente
que, a combinar palavras, registra o fato.

Se a lua vem no céu brilhar
logo percebo ser possível a canção
que toma a palavra como amiga
e transforma em rimas e versos o sonho.

Que prazer puro olhar a lua,
uma noite chuvosa e cinzenta.
Na madrugada, um encontro alinhavado. 

Um poeta 
pode encontrar alma sensível 
que por sua vez alcança corações.

Se eu pudesse expressar claramente
a euforia que cala peito adentro,
neste breve momento,
quanto mais este espaço poderia conter.

Porém, posso agradecer a inspiração do poeta
a me induzir, e a delicadeza da autora
ao me legar a riqueza dos versos, pois:

Se há corações que pulsam poesia
outros há que fazem poesia.
Quantos há que sonham poesia
Enquanto há os que vivem poesia.

Quem apenas lê poesia pode ser encontrado
entretanto, recolhendo retalhos vislumbramos,

que há corações que são a própria poesia!

sábado, 27 de julho de 2013

NA VARANDA



Na varanda podemos tecer sonhos. 
Sofá a um canto guarda encontros. 
A cortina deixa penetrar a luz 
através da janela.

Tudo de bom...

Podemos sonhar.
Tecer
Criar
Projetar

Plantas, flores... 
Arte ao redor! 
Mãos que tecem 
não podem ser vistas, aparentemente
mas a mente a projeta. 

Projeto de poeta. 
Projeto de vida 
uma varanda proporciona.





Cortinas brancas que adornam sonhos
A suavidade das mãos que tecem
podem adornar o chão

Almofadas espalhadas
Mãos de fadas

Na varanda posso me ver
Na varanda posso me encontrar
Na varanda
ainda que distante
posso sonhar 
sonhos de artesã poeta
Poeta artesã.

Possível na varanda

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foto encontrada no facebook
texto, captura, montagem e postagem de Inajá Martins de Almeida

SUPERAÇÃO ATRAVÉS DAS LINHAS

De Foz do Iguaçu uma história comovente que mexeu com esta que reconta...


Um homem como Marcos desperta curiosidade, não?

Sim! Como desperta curiosidade. Sempre me pergunto o que leva um homem se dedicar ao crochê. A matéria que passei a ler intrigou-me sobremaneira. Homem sofrido... As drogas o torna cativo... Vergonha... Prisões... Privações e toda sorte de desencontro. 

Entretanto! Uma esperança. Uma luz... O pensar em Deus chama atenção. Ao clamor uma porta se abre dentro do cativeiro... Outro homem se dedica ao trabalho manual. São mãos que tecem. Mente que passa a tecer linhas a se interligarem ao Altíssimo.

E faz o homem pensar e confessar:

"Eu fazia muita coisa errada, bebia, dava vexame, humilhava a mim e as pessoas, e no outro dia eu acordava arrependido. Sempre pedia a Deus para que me ajudasse, até que fui preso. Ali, onde não existia drogas, álcool e prostituição, tudo começou a mudar. Mesmo tendo alguns anos para cumprir, eu só agradecia a Deus”.

Nós artesãs bem o sabemos o quanto nos envolvemos com as linhas. O tecer. O criar. O nos irmanar a outras tantas artesãs em ideias, em sonhos, em criatividade. É a criação que nos transporta mais perto do Criador. E a tudo que criamos "achamos bom".

Marcos percebe seu interior se agigantar. O trabalho o envolve. Percebe o mover das pessoas para sua pessoa. Vê a oportunidade onde muitos a rejeitam. Começa a árdua jornada entre linhas. Linhas nas mãos. Linhas na mente. A leitura o leva a filosofar. Agora sua vida passa a ter filosofia. Sabe porque tece cada ponto. Sabe porque cada ponto busca outros pontos. Sabe porque quer encontrar novos pontos...  

“É um trabalho que mexe com o ego. Ao terminar uma peça, as pessoas começam a elogiar e isso fica na minha mente como algo bom, criado por mim. Porque no mundo do crime, você faz coisas ruins e feias. Em contrapartida, comecei a aprender algo que resultou em elogios. O processo é lento e difícil. Ainda estou evoluindo, é uma luta diária, espero ser bem melhor do que sou. Acredito que estou no caminho”.

Nas linhas Marcos, antes perdido nas linhas do caminho, agora quer amar, quer ser amado no caminho. Pelo Caminho.  


Encontros possíveis. Notáveis. Personagens que se enredam nas tramas da vida. Nas tramas dos pontos. Ponto a ponto tecem histórias fantásticas. Histórias de superação. 

A leitura da vida. Em cada linha a leitura que se clama outras tantas linhas. 

Marcos que buscam caminhos. Caminhos que procuram por outros Marcos.

E estas linhas que se envolvem com as linhas tecidas. E recriam as linhas tecidas do texto. E compartilham novas linhas.

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Postagem e recontagem por Inajá Martins de Almeida 

   

sábado, 20 de julho de 2013

CROCHÊ TRANSFORMA SONHO EM ARTE

Sonho em rosa. 
Um a um os quadradinhos tomam forma. 
Ganham espaço. 
Aguardam a conclusão do projeto ainda disforme.
Multiplicam-se na mesma proporção em que o amor se agiganta
Ante mãos que tecem e coração que embala um sonho.
E a neta - princesa -
que ocupa o pensar da artesã.
O detalhe do acabamento ganha corpo.
Transforma sonho em realidade.
Ponto a ponto a se multiplicar.
Horas infindas não percebidas adentram madrugada afora.
Julho - mês frio.
O corpo não sente. Alma grita a conclusão de mais um projeto.
A foto. A postagem. Aguarda apenas o sorriso franco que virá

Este chegou sorrateiro.
Rosa. Rosa e branco se mescla ao branco puro.
Pequeno. Encanta. Mãos de artesã. Olhares de quem observa.
Somam-se aos pontos tecidos. Unidos. Sonhos a se multiplicarem. A almejarem novos sonhos.
O acabamento. O viés que dá um toque especial.
Olhares atentos. Visíveis a quem tem a arte nas mãos e no coração.
O calor é acalentado nos dias e noites intensas de julho 2013.
Este chegou tímido. Mas logo pediu passagem. Tomou corpo. 
Uma amostra. Dona Ana. Lembrança agradável. Saudosa.
Olhar terno. Estatura pequena.
Mãos ágeis de artesã compenetrada.
O pequeno retalho atrai artesã que se vê ávida pela peça.
Um casaquinho. Uma renda delicada aguarda um corpo.
Os pontos ao pedirem passagem, transformam novos pontos em outros tantos.
Momentos mágicos. Inigualáveis. Incontáveis. 
Palavras podem ser registradas.
O que fazer dos sentimentos da artesã.
Só mesmo ela o sabe. As palavras são poucas para tanto. 

As toalhas encontram ricos detalhes.
Iguais no formato, mas diferentes nas peças. 
Cada qual seu destino. 
Os pontos trazem lembranças. Recontam histórias. Retalhos de saudade.


É quando na simplicidade de panos de copa, o crochê imponente compactua o toque especial.
O bico simples na confecção, mas grandioso no efeito valoriza o pano que agora não é mais apenas industrializado.